Sucesso em 1990, “Rainha da Sucata” estreia no Viva

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013 Faça um comentário!

Um dos grandes clássicos da TV brasileira chega ao Viva a partir desta segunda, 21. “Rainha da Sucata”, de Silvio de Abreu, mostra a história de rivalidade entre a emergente Maria do Carmo (Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueroa (Glória Menezes). Ambientado em São Paulo, o folhetim vai ao ar logo após a minissérie “Um Só Coração”, que conta a trajetória da cidade entre os anos de 1922 e 1954. As estreias do canal marcam as comemorações pelos 459 anos da capital. Exibida originalmente em 1990 pela TV Globo, a novela substitui “Que Rei Sou Eu?”, de segunda a sexta-feira, à 0h15.

Foto: Divulgação/Canal VivaEm depoimento ao Memória Globo, Regina Duarte fala da personalidade e da coragem de Maria do Carmo. “É um personagem muito forte. Uma mulher que cai, levanta, cai de novo. Veio do nada, se torna poderosa, perde tudo, levanta a cabeça, vai em frente, tem uma energia interior linda. Eu adoro personagens assim. Eu preciso dessas mulheres para acreditar que eu também sou capaz”, revela.

Com um elenco consagrado, “Rainha da Sucata” traz atuações de Nicette Bruno, Lima Duarte, Aracy Balabanian, Tony Ramos, Claudia Raia, Antonio Fagundes, Paulo Gracindo, entre outros. A obra marcou as estreias de Marisa Orth e Cleyde Yáconis em novelas da TV Globo. A atriz Fernanda Montenegro faz uma participação especial, no papel de Salomé Szimanski, mãe de Caio (Antonio Fagundes) e Mariana (Renata Sorrah). Marília Pêra também participa de um dos capítulos, no qual interpreta ela mesma.

Com direção geral de Jorge Fernando, “Rainha da Sucata” retrata o universo dos novos ricos e da decadente elite paulistana, contrapondo duas personagens femininas. Maria do Carmo enriquece com os negócios do pai, o vendedor de ferro velho Onofre (Lima Duarte), e se torna uma empresária bem-sucedida sem deixar de lado os hábitos humildes do passado. Apaixonada por Edu Figueroa (Tony Ramos), que a desprezou na juventude, Maria do Carmo compra um casamento com o rapaz, que aceita a proposta para tentar ajudar sua família em falência. A moça se muda para o casarão dos Figueroa no sofisticado e elegante bairro do Jardins. Na nova casa, Maria do Carmo passa a viver um pesadelo por causa de Laurinha, madrasta de Edu, que é obcecada pelo enteado e faz de tudo para destruir a rival.

Nas tramas paralelas, a novela conta com um núcleo cômico composto por Dona Armênia (Aracy Balabanian), seus filhos Geraldo (Marcelo Novaes), Gerson (Gerson Brenner), e Gino (Jandir Ferrari) e o triângulo amoroso formado por Adriana Ross (Claudia Raia), a “bailarina da coxa grossa”, o professor gago Caio Szimanski (Antonio Fagundes) e a sensual Nicinha (Marisa Orth).

As roupas extravagantes da personagem Maria do Carmo viraram moda na época. Entre os adereços mais desejados pelas mulheres estavam os chapéus, os laçarotes para os cabelos e as bolsas Chanel com alças de corrente. Além de influenciar a moda, a novela também impulsionou o sucesso da lambada no Brasil. O tema de abertura do folhetim, ‘Me Chama Que Eu Vou’ de Sidney Magal, virou hit e é conhecido até hoje pelo grande público. Além dos discos com as trilhas sonoras nacional e internacional, “Rainha da Sucata” lançou ainda uma trilha complementar com canções de lambada, chamado ‘Lambateria da Sucata’, nome da casa de shows de Maria do Carmo.

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